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Desligamento emocional no trabalho: um grande trunfo para estabilidade profissional

iStock / Getty Images Plus / fizkes O desligamento emocional pode ser considerado um “antídoto” para a dependência emocional do trabalho.

A dependência emocional é caracterizada pela sensação de que alguém ou alguma coisa é extremamente necessária, a ponto de ser impossível viver sem aquilo. Quem sofre deste problema acredita que só pode ser feliz ao lado da pessoa ou “coisa” amada, e geralmente apresenta baixa autoestima, ciúmes exagerado e excesso de cuidados em relação a seu objeto de adoração.

Embora este tipo de distúrbio emocional seja mais frequente na vida pessoal, muitas pessoas acabam desenvolvendo dependência emocional do trabalho. Nestes casos, a pessoa acredita que jamais vai encontrar um emprego melhor do que o que tem no momento e que é incapaz de obter êxito fazendo qualquer outra coisa, passando a se preocupar demais com as questões profissionais e a supervalorizar a opinião dos colegas e superiores.

A dependência emocional do trabalho afeta diretamente o bem-estar pessoal do indivíduo, que pode passar a sofrer de ansiedade, estresse, depressão, insônia e até deixar de aproveitar os momentos fora do trabalho. Por isso, quem sofre deste problema precisa alcançar o desligamento emocional do trabalho, considerado o grande trunfo para a estabilidade profissional.

Como se desligar emocionalmente do trabalho?

O desligamento emocional do trabalho consiste em conseguir dar o melhor de si mesmo nas atividades profissionais, sem se envolver sentimentalmente. Dessa forma, o indivíduo consegue evitar o estresse e a sensação de incompetência quando alguma coisa não acontece dentro do esperado.

O desligamento emocional do trabalho, portanto, consiste em tomar consciência de que sua felicidade e capacidade profissional não estão ligadas ao sucesso de um projeto, à uma determinada área de atuação, à empresa, ao salário ou aos colegas. Quem consegue colocar em prática o desligamento emocional no dia a dia do trabalho, portanto, é capaz de perceber o seu verdadeiro valor na cadeira, além de saber como fazer uma autoavaliação profissional e identificar seus pontos fortes e fracos.

É importante, porém, não confundir o desligamento emocional com indiferença: você pode (e deve!) continuar entregando sempre o melhor de si ao trabalho e se preocupando com o cumprimento de resultados e metas, mas sem achar que sua vida e sua felicidade dependem apenas disso.

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