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Entenda o que é Síndrome de Gabriela e sua relação com o ambiente de trabalho

© Depositphotos.com / bacho123456 A resistência a mudanças pode atrapalhar não apenas o próprio profissional, mas a empresa como um todo.

“Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim…Gabriela…” A música interpretada por Gal Costa e escrita por Dorival Caymmi fez muito sucesso na década de 1970 e ilustra um comportamento muito comum no ambiente corporativo: a inflexibilidade.

Esse tipo de comportamento pode ser muito prejudicial para a carreira do próprio profissional, para o desempenho da equipe (no caso de gestores) e para a empresa. Acreditar que não é necessário mudar ou se adaptar pode ser perigoso, já que impede a modificação de padrões limitantes, mantém o profissional sempre dentro da sua zona de conforto e, consequentemente, faz com que boas oportunidades sejam perdidas.

Ao se recusar a mudar, o indivíduo não consegue se abrir para novas formas de lidar com as demandas cotidianas ou rever os próprios conceitos equivocados. Discursos como “para que mudar se sempre fizemos dessa maneira” ou “prefiro fazer do meu jeito”, são frases típicas de profissionais que possuem a síndrome de Gabriela.

O principal gatilho que gera essa resistência é o medo da mudança, de possíveis erros e de ser criticado. Profissionais que apresentam esse traço na personalidade, sejam colaboradores, sejam gestores, possuem dificuldade em perceber que essa atitude, na realidade, acaba sabotando a própria evolução profissional.

Dá para reverter a Síndrome de Gabriela?

Para amenizar o problema é necessária uma autoanálise para que a pessoa conheça seus pontos fortes e as questões que precisam ser melhoradas. Após esse exercício, é necessário permitir que o desconforto aflore. Afinal, qualquer mudança começa com um desconforto. Ninguém gasta energia para modificar algo com que não se incomoda. Esse processo não é fácil e exige planejamento, muito trabalho e força de vontade. Por esse motivo, muitas empresas abrigam profissionais que insistem em continuar no modo automático e permanecer fazendo sempre as mesmas coisas, da mesma forma. E, assim, perdem oportunidades de conhecer novos caminhos e outras possibilidades.

Permitir alterar crenças e comportamentos limitantes refletirá diretamente nas suas relações profissionais, nos projetos que você colabora dentro da organização, nos resultados e também na vida pessoal. Entender que tudo é mutável e sempre é possível melhorar é fundamental para evoluir na carreira, encontrar novos direcionamentos e se reinventar.

As empresas, em contrapartida, precisam investir em um ambiente corporativo que seja favorável para atrair essas mudanças. Melhorar a comunicação interna, criar oportunidades para que os colaboradores se arrisquem e investir no preparo das lideranças são ações que podem criar uma motivação extra para incentivar os funcionários a serem mais flexíveis e abertos.

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