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Visão compartilhada - a era do propósito

© Depositphotos.com / lightsource Já existem por aí empresas que conseguem conectar suas metas com as de seus colaboradores.

Diga-me sinceramente: como você se sentiria se soubesse que a instituição da qual faz parte dedica-se meticulosamente para que você entenda de forma simples e clara a estratégia adotada, e conecte cada uma das suas tarefas diárias a um motivo maior, que ultrapassa somente os lucros e que irá beneficiar a um maior número de pessoas possível? E imagine se a preocupação da empresa for ainda maior em estabelecer esta conexão ao seu propósito individual, aos objetivos e metas que você traçou para a própria vida e que serão subsidiados pelas competências que você irá desenvolver nesta instituição. Imaginou?

Não vale dizer que isto não existe, pois temos muitos casos (muitos mesmo) de instituições onde isso já acontece. Diga-se sinceramente: como seria seu nível de engajamento se estivesse vivendo esta situação? Se for um líder, faça o exercício de colocar-se no lugar de seus liderados e perceba como eles agiriam se isso acontecesse. Trabalhar com uma consciência ampla dos motivos que o fazem levantar pela manhã e de que seus objetivos e metas são levados em conta tem o poder de trazer à tona o melhor em cada desempenho individual, influenciando drasticamente o todo.

Chegamos a um patamar no qual quem dita as regras são os consumidores e oferecer ao mercado algo que atenda às suas sugestões passa a ser lei. A interação cliente-empresa tornou-se tão ampla que não ter a empatia para colocar-se no lugar de seu público-alvo afasta os negócios do alto padrão de excelência exigido por este atual cenário mundial.

Da mesma forma que os consumidores alcançaram um tremendo poder de voz, que exige que o mercado atenda e até antecipe suas necessidades, tornando as coisas fáceis para ambos, os colaboradores e todas as partes envolvidas no processo também querem ser ouvidos. O modelo de negócios no qual o funcionário bom é aquele que obedece sem questionar já não é nada adequado e não se encaixa nestes parâmetros.

O conceito essencial da liderança ultrapassa o autoritarismo e controle exagerados e exige dos líderes a capacidade de criar ambientes de confiança, onde as melhores ideias possam surgir e não sejam abafadas pela armadilha dos egos inflados e do medo de perder espaço.

Transformar pessoas em agentes de aperfeiçoamento contínuo para que promovam essa inovação e cultura do aperfeiçoamento é exigência para os líderes atuais, que precisam trabalhar arduamente em seu próprio desenvolvimento pessoal para saberem empoderar pessoas e engajá-las para que tenham a autonomia e oportunidade de crescer e ser reconhecidas em suas melhores capacidades.

A imposição e o autoritarismo são fatores que bloqueiam a motivação, já que costumam disparar reações cerebrais de medo e ansiedade, o que coloca uma pessoa na postura reativa e reduz drasticamente as possibilidades de efetivamente melhorar o seu desempenho. Ao contrário disto, ter suas próprias ideias colocadas em prática e valorizadas, desde que estejam alinhadas ao propósito maior da organização, cria uma sensação de pertencimento que estimula a criatividade e o comprometimento, criando ambientes propícios à inovação e ao crescimento contínuo.

Liderar pressupõem elevar a autoestima de quem se lidera, para que os bons resultados sejam revelados. O líder efetivo sabe influenciar na medida exata, trazendo à tona o que precisa ser mudado sem jamais deixar de elevar o moral de quem lidera. Ele faz perguntas reflexivas que estimulam a vontade de fazer com mais acerto e compreender suas necessidades de melhoria, fazendo-o perceber como isso irá impactar em seus objetivos, sejam eles pessoais ou dentro da organização. Sabe estimular um clima acolhedor, no qual haja a tolerância a erros e diálogo aberto e franco para resolução de problemas, sem fazer ninguém se sentir obrigado a falar somente o que ele queira ouvir, dando a autonomia necessária para que cumpram suas tarefas com a mínima intervenção, mas com o máximo apoio e desenvolvimento de suas habilidades de liderança e autoconfiança.

Por mais que muitos líderes e donos de negócio tentem fingir, pessoas sentem quando não estão sendo priorizadas. Pode acreditar.

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